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ESTELA LAPPONI

Eu gosto de datas.

Comecei como atriz em um grupo amador de teatro de escola em 1991. 

Cursei Jornalismo ao mesmo tempo em que estudei no Teatro Escola Macunaíma (92/96).

 

Tive um AVC em cena enquanto estreava a peça de teatro Amor por Anexins na Praça Antônio Prado, no centro de São Paulo, em agosto de 1997. Adquiri hemiparesia.

Comecei a dar aulas e a dirigir estudantes na escola onde me formei, entre 1998 e 2000.

 

Voltei a atuar em 2000, na peça Entre Aspas, uma criação coletiva entre amigas. Era uma febre essa coisa de criação coletiva. A peça era muito ruim, mas foi essencial na minha vida. 

Desisti do teatro em 2003. 

Silêncio.

Em 2004, me interessei pelo vídeo, por conta das festas com VJs e, consequentemente, pela videoarte, por meio de experimentações e workshops. 

Minha primeira videoarte.

Em 2005, por conta do projeto Dance Meets Differences da Din A13 tanzcompany, mergulhei na dança contemporânea. 

Entre 2009 e 2010 morei em Macerata na Itália pra solicitar a cidadania italiana e assim estudar por lá. Surgiu  Corpo Intruso, conceito que criei, e comecei a realizar práticas investigativas no contexto do Máster de Práticas Cênicas e Cultura Visual, entre 2010 e 2011, e no contexto da Especialização em Estudos Contemporâneos da Dança na UFBA, em 2012.

A partir daí, passo a me considerar performer, videoartista. O terrorista poética veio em 2023, com a escrita do livro. 

Tenho como prática investigar o discurso cênico do corpo DEF, as práticas performativas e relacionais, e o cruzamento entre as linguagens visuais e cênicas.

Corpo Intruso estrutura o pensamento das minhas criações.

Em 2023 lancei o livro Corpo Intruso – uma investigação cênica, visual e conceitual (PROAC LAB 2021). Zuleika Brit — óculos de armação preta arredondada, olhos desenhados e maquiados com sombra azul — é a performatividade desse conceito. 

Onde está Zuleika, Corpo Intruso acontece. 

Em 2012 (UFBA), torna-se verbo: zuleikar.

Em 2011, escrevi o Manifesto Anti-inclusão.
 

Entre 2013 e 2019, criei a Casa de Zuleika, um espaço independente de experimentação e de encontro.

Em 2020, escrevi a Saudação aos Antepassados DEFs

Minha prática incide diretamente sobre a lógica capacitista, afirmando as epistemologias e estéticas DEF como força crítica.

Entre os trabalhos recentes estão: CAPENGÁ!,¡La asimetría es más rica!; Seliberation # e LA HEMI. 

Me gustan las fechas.

Comencé como actriz en un grupo amateur de teatro escolar en 1991.
Estudié periodismo al mismo tiempo que me formaba en el Teatro Escola Macunaíma (1992–1996).

Sufrí un ACV en escena mientras estrenaba la obra Amor por Anexins en la Praça Antônio Prado, en el centro de São Paulo, en agosto de 1997. Adquirí hemiparesia.

Entre 1998 y 2000, comencé a dar clases y a dirigir estudiantes en la escuela donde me formé.


Volví a actuar en 2000 en la obra Entre Aspas, una creación colectiva de amigas. Era una fiebre esto de la creación colectiva. La obra era muy mala, pero fue esencial en mi vida.

Dejé el teatro en 2003.


Silencio.

En 2004, me interesé por el video a partir de las fiestas con VJs y, en consecuencia, por el videoarte mediante experimentaciones y talleres.
Mi primera videoarte.

En 2005, a partir del proyecto Dance Meets Differences de la DIN A 13 tanzcompany, me sumergí en la danza contemporánea.

Entre 2009 y 2010 viví en Macerata, Italia, para solicitar la ciudadanía italiana y así poder estudiar allí. Surgió el concepto de Corpo Intruso, que creé, y comencé a desarrollar prácticas de investigación en el Máster en Prácticas Escénicas y Cultura Visual (2010–2011) y en la Especialización en Estudios Contemporáneos de Danza de la UFBA en 2012.

A partir de ahí, pasé a considerarme performer y videoartista. La “terrorista poética” surgió en 2023, con la escritura del libro.

Mi práctica consiste en investigar el discurso escénico del cuerpo DEF, las prácticas performativas y relacionales, y el cruce entre los lenguajes visuales y escénicos.

Corpo Intruso estructura el pensamiento de mis creaciones.

En 2023 publiqué el libro Corpo Intruso – una investigación escénica, visual y conceptual (PROAC LAB 2021). Zuleika Brit — gafas de montura negra redondeada, ojos delineados y maquillados con sombra azul — es la performatividad de este concepto.

Dónde está Zuleika, Corpo Intruso sucede.
En 2012 (UFBA), se convierte en verbo: zuleikar.

En 2011, escribí el Manifiesto Anti-inclusión.

Entre 2013 y 2019, creé la Casa de Zuleika, un espacio independiente de experimentación y encuentro.

En 2020, escribí la Saudación a los Antepasados DISCAs.

Mi práctica incide directamente sobre la lógica capacitista, afirmando las epistemologías y estéticas DEF como una fuerza crítica.

Entre los trabajos recientes están: CAPENGÁ!; ¡La asimetría es más rica!; Seliberation # y LA HEMI.

I like dates.

 

I began acting in an amateur theater group in 1991.

I studied journalism while also training at Teatro Escola Macunaíma (1992–1996).

 

I had a stroke on stage while premiering the play *Amor por Anexins* at Praça Antônio Prado, in downtown São Paulo, in August 1997. I acquired hemiparesis.

 

Between 1998 and 2000, I started teaching and directing students at the school where I had trained.

I returned to acting in 2000 with *Entre Aspas*, a collective creation among friends. Collective creation was something of a craze at the time. The play was very bad, but it was essential in my life.

 

I left the theater in 2003.

Silence.

 

In 2004, I became interested in video through VJ parties and, consequently, in video art, through experimentation and workshops.

My first video art piece.

 

In 2005, through the project *Dance Meets Differences* by DIN A 13 tanzcompany, I immersed myself in contemporary dance.

 

Between 2009 and 2010, I lived in Macerata, Italy, to apply for Italian citizenship and study there. *Corpo Intruso* (Intruder Body), a concept I created, emerged, and I began to carry out investigative practices within the Master’s Program in Performing Practices and Visual Culture (2010–2011), and later in the Graduate Program in Contemporary Dance Studies at UFBA (2012).

 

From then on, I began to consider myself a performer and video artist. The “poetic terrorist” came in 2023, with the writing of my book.

 

My practice investigates the scenic discourse of the DEF body, performative and relational practices, and the intersection between visual and performing arts.

 

*Corpo Intruso* structures the thinking behind my creations.

 

In 2023, I published the book *Corpo Intruso – a scenic, visual and conceptual investigation* (PROAC LAB 2021). Zuleika Brit — black round-framed glasses, eyes outlined and made up with blue eyeshadow — is the performativity of this concept.

 

Wherever Zuleika is, *Corpo Intruso* happens.

In 2012 (UFBA), it became a verb: *to zuleikar*.

 

In 2011, I wrote the Anti-Inclusion Manifesto.

 

Between 2013 and 2019, I created Casa de Zuleika, an independent space for experimentation and gathering.

 

In 2020, I wrote *Saudação aos Antepassados DEFs* (Salutation to CRIP Ancestors).

 

My practice directly confronts ableist logic, affirming CRIP epistemologies and aesthetics as a critical force.

 

Among my recent works are: *CAPENGÁ!*; *¡La asimetría es más rica!*; *Seliberation #*; and *LA HEMI*.

ARTIGOS

CAPENGÁ! - uma ginga intrusa - v. 15 n. 1 (2025): Cultura DEF e Acessibilidade nas Artes da Cena - Revista Aspas - PPGAC - USP.

https://revistas.usp.br/aspas/pt_BR/issue/view/13516

 
Eis que chegam elas/elus/eles – O corpo DEF na Dança - PORTAL MUD
MARÇO/25


https://portalmud.com.br/portal/museu-da-danca/eis-que-chegam-elas-elus-eles/

CITAÇÕES:

EU: CORPOMODIFICADO - UMA REFLEXÃO SOBRE O ESTUDO DE ESTELA LAPPONI E A TRAJETÓRIA DE UMA DOCENTE EM FORMAÇÃO DO CURSO DE TEATRO DA UFPE de IALE SAMARA RODRIGUES DA SILVA - CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO DE ARTES - UFPE 2023 https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/53996

Flores e Profanação: os Olhares de Estela Lapponi e Mario Bellatin sobre os Corpos com Deficiência de DIEGO CANEVER - INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH) PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA COMPARADA (PPGLC) - Foz do Iguaçu - PR 2022.
https://dspace.unila.edu.br/items/1589abc8-1b02-4ea3-9e4f-bc62d2879bb7

 

 

Des/atenção, narcisismo e a transmutação do espaço doméstico em BORN TO BE NA LIVE! – selfishcamera de Alessandra Montagner - Repertório, [S. l.], v. 1, n. 38, 2023. DOI: 10.9771/rr.v1i38.46976. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/46976 Acesso em: 20 mar. 2026.

DEFICIÊNCIA EM TELA: processos de realização do corpo desviante no cinema de SARA DE OLIVEIRA PAOLIELLO - Pós Graduação em Comunicação Social da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte, 2023.
https://repositorio.ufmg.br/server/api/core/bitstreams/67a3394f-a2ea-45a0-990d-faddc1bc95c4/content

ENTREVISTAS:

ARTE! BRASILEIROS

https://artebrasileiros.com.br/arte/reportagem/o-nao-mercado-da-inclusao/

 

OBSERVATÓRIO ITAÚ CULTURAL

https://www.itaucultural.org.br/secoes/entrevista/acessibilidade-na-area-cultural-estela-lapponi

 

SONDERY - Mudando de assunto entrevista Estela Lapponi

https://youtu.be/wwlNIRKNF5A?si=0d7xE9kWpGpe-YpY

 

LADEIRA A BAUSCH - PODCAST SOBRE DANÇA

https://open.spotify.com/episode/4D1pulfb9dvrzCuzlsxZRu

 

SOMOS MUITAS - Instituto Tomie Ohtake

https://youtu.be/2iPjxC9FkYw?si=zKi3cnxcAPrnZ-DD

 

ENTRE UM CAFÉ E UMA PROSA - RTV CAATINGA Univasf

https://youtu.be/WWDD-T21SgI?si=XTkvkkaGjIKKrnb9

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