
DIVORCE - X MORADIAS (X_APARTMENTS)
(2009)
Ficção e realidade, teatro e cotidiano, misturam-se numa missão de descoberta de outros ângulos da cidade, de seu dia a dia e de seus pormenores.
O projeto artístico X Moradias possibilita que biografias e residências de pessoas comuns se misturem às apresentações de dança, exposições, filosofia, história e performances teatrais, vividas no cotidiano do cidadão paulistano, habitante do centro de São Paulo e de suas imediações. Durante quatro dias, 22 moradias situadas nos bairros de Bela Vista, Consolação, Higienópolis, República, Santa Cecília e Vila Buarque abriram suas portas e exibiram, em 3 percursos, 22 ações artísticas criadas por artistas e não-artistas nacionais e internacionais, sendo eles moradores ou não da residência, encabeçada por nomes como Rodrigo Garcia, Richard Maxwell (New York City Players), Simon Will (Gob Squad), Enrique Diaz, Daniela Thomas, para citar alguns. O projeto X Moradias é uma ideia original de Matthias Lilienthal, e em parceria com o HAU Hebbel am Ufer de Berlim, já foi realizado nas cidades de Duisburg, Berlim, Istambul, Caracas, Beirute, Atenas, Johannesburgo, dentre outras.
X MORADIAS SÃO PAULO
Idealização: Matthias Lilienthal | Curadoria e direção de produção: Anne Schulz, Matthias Pees, Ricardo Muniz Fernandes | Consultoria: Rodolfo Vazquez, Kirsten Hehmeyer | Participação na preparação do projeto: Sven Heier e Patrick Wymann
Artistas convidados: Alvise Camozzi e Rachel Brumana, Beto Guilger, BiNeural MonoKultur / Ariel Dávila, Cássio Santiago e Elisa Band, CPT SESC SP / Antunes Filho, Daniela Thomas, Dellbrügge & de Moll, Elisa Ohtake, Enrique Diaz, Estela Lapponi, Gesine Danckwart, Giselle Beiguelman e Roberta Dab Dab, Ieltxu Martinez Ortueta, Lenise Pinheiro, Lucas Bambozzi, Letícia Sekito, Nurkan Erpulat, Richard Maxwell, Rodrigo García, Simon Will, Simone Mina e Torsten Michaelsen
Participação e colaboração: Aguinaldo de Souza Rocha, Ana Goldenstein, Angélica Maria Di Paula Souza, Carmem Ferreira Silva, Carolina Bertier, Christina Ruf, Cledson Alcides da Silva, Cristina Maluli Moreira, Diogo Moura, Dulcilene Maria de Sousa, Elisete Jeremias, Emerson Danesi, Flávia Thais Strongolli, Isabel Teixeira, Ivanete de Araújo, Jomarina Abreu Pires da Fonseca, Juliane Elting, Lineu Palaia, Marco Antonio Bilgia Jr, Marcio, Maria da Conceição Carvalho, Matunaga, Phedra de Córdoba, Priscilla Camillo Soares com Matheus, Juliana e Jamaica, Raul Carmilo Granado, Reinaldo Rodrigues e Thiago Ledier.
Pesquisa Apartamentos e assistente de produção: Ben Neumann | Recepção dos convidados internacionais: Tim Becker | Coordenação técnica: Evandro Almeida Filho, Julio Cesarini | Cenotécnico: Wanderley Wagner da Silva, Roberto Rodrigues da Silva | Traduções de textos: Christine Röhrig, Bartira Galati | Design gráfico: Érico Peretta | Web design: Julio Pessoa | Assistentes de produção: André Gomes Fernandes, Bruno Gobbo, Catherine Lima, Clarissa Mastro, Ciru Lubliner, Cynthia Domenico, Eduardo Salvino, Ivan Andrade, Leandro Rissi, Lygia Oliveira, Nara Chaib Mendes, Olívia Barcelos, Paloma Oliveira, Paula Zwicker, Priscila Frossard, Rick Levy, Tatjana Glaser, Thais Almeida Prado, Tieza Tissi, Tim Becker e Viviane Dias Kiritani | Fotos das moradias: Anne Schulz
Produção: prod.art.br | Direção de produção: Matthias Pees, Ricardo Muniz Fernandes | Coordenação e produção executiva: Jussara Rahal, Ricardo Frayha
Realização: Sesc São Paulo, Goethe-Institut
Apoio: HAU - Hebbel am Ufer, Berlim e Centro Cultural da Espanha-SP
Sesc Consolação
As apresentações foram realizadas entre os dias 24 e 27 de junho pelo Sesc Consolação.
X MORADIAS dispunha de 21 residências para visitação, com capacidade para 2 pessoas por vez.
As 21 residências foram divididas em 3 itinerários. Eu participei do itinerário 3.
DIVORCE performance/instalação
A minha proposta para o X Moradias foi realizar uma performance e instalação de vídeo sobre uma mulher que recém-se separou de um casamento de 10 anos.
A ideia era que o público testemunhasse e participasse do exato momento em que esta mulher decidisse dar um ponto final à sua depressão/luto e arrumar a casa.
Eu ocupei uma casa de vila de 2 andares no bairro da Bela Vista.
NO ANDAR DE BAIXO:
O público entrava e a primeira instalação era composta por móveis cobertos com lençóis brancos, como se a casa estivesse fechada.
No fundo da sala havia uma projeção de um videoclipe melodramático desta mulher. O vídeo era projetado sobre os lençóis brancos que cobriam os móveis, revelando o que estava por baixo.
NO ANDAR DE CIMA:
Em 1 quarto, havia uma cama de casal com projeção a pino de um vídeo em que os corpos de um casal se entrelaçam. A memória do casamento …
VÍDEO: https://youtu.be/uwOOD2IOsS4?si=e2Cxq3PQPRdfjJib
Em outro quarto, a mulher arrumava o quarto com energia, mudando os móveis de lugar e selecionando roupas que não queria mais. Ela esteve em depressão, mas agora resolveu tomar uma atitude e arrumar tudo!
O intuito da performance era trazer o público à intimidade de um momento específico e radical na vida de uma pessoa comum da cidade.
Como se as 2 pessoas do público fossem amigos e testemunhas da mudança desta mulher. Durante a ação de mudar os móveis de lugar e selecionar as roupas que o ex a tinha presenteado.
Esta mulher contava ao público o que estava acontecendo ... pedia a ajuda para mudar os móveis de lugar, comentava ridicularizando as roupas que o "ex" vestia ou lhe tinha dado de presente e a ação que surpreendia era quando decidia jogar, tudo o que estava relacionado ao "ex", pela janela.
A performance misturava realidade e ficção, pois, ao criar empatia, o público também falava sobre seus relacionamentos fracassados e participava desse momento libertador, jogando coisas pela janela.
Afinal, quem nunca terminou um relacionamento, seja dando o fora ou levando um?
Quem nunca passou pelo luto do pós-rompimento?
CRÍTICA:
A jornalista alemã Renate Klett foi convidada pelo Instituto Goethe a visitar os 3 itinerários do X MORADIAS e escrever sobre essa experiência.
ABAIXO a citação sobre o trabalho realizado por Estela.
X Homes: The Homemakers
Luxury in a former brothel, police in a squatter’s high-rise, a footbath in the lift: Visitors to X Homes encounter imaginative stagings in real living environments. Now, the Brazilian metropolis of São Paulo was the setting for the happening that originated in Berlin. By Renate Klett
7 July 2009
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AT THE END OF THE LINE: HOME
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In the next home, a woman has just left her husband. We help her sort out his things and share her liberating joy in throwing them out the window onto the street below. This is the most laconic, most smart performance of them all (Estela Lapponi).
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